Diz que está “tipo” afim de se jogar em um romance assim, “tipo” pra vida inteira.

– Na boa, não sou mais uma das tais.

– Sei que não é, e é justamente essa diferença que me encanta em você.

– Você faz pelo desafio, então?

– Não. E nem só por mim, ou apenas por você. Faço por nós, porque acredito que podemos construir uma coisa legal juntos. Você deveria acreditar mais em mim e deixar de lado essa teimosia que te afasta de mim e da vida.

– Somos diferentes em muitos aspectos. Nem de longe isso daria certo. Além do que, você me passa um ar de inconstância, como se nada te prendesse às concepções de proteção e auto-preservação.

– Quantos constantes já não feriram você? Você está sendo preconceituosa e neste caso, a impotência é a pior coisa do mundo! Perder você sem poder te mostrar que pode estar completamente equivocada.

– Decidi não acreditar no romance e isso não deve ser culpa sua. Romance quando acaba te rende anos de terapia na frente do espelho, alguns livros que dizem que ensinam a como não errarmos da mesma maneira, nos faz perder a paz e sem ciência, também alguns anos de vida. Situações que nem nos passa pela cabeça ter que atravessar a nado, quando estamos de mãos dadas. Isso quando ele tem tudo para dar certo. Romance é ficção.

– Já passei da fase que você ainda teima que estou. Quem foram essas pessoas que te deixaram escapar e fizeram você ficar na defensiva? Você não pode deixar o que passou ser parâmetro para o seu futuro, pois dessa maneira você poderia estar se fechando para a melhor história do seu livro. É certo que não sei fazer música, mas eu me viro como posso… E, tá! Confesso também que eu não tenha tudo para dar certo com você, mas eu tenho uma coisa que me faz acreditar: Tenho muita vontade de te fazer feliz. Eu acredito no romance! Podemos crescer juntos! Se eu fizer algo que não seja no mínimo maravilhoso, voltamos a ser só amigos.

– Sem preconceitos, mas se eu te apresentasse ao meu pai, você teria que esconder as tatuagens, salvo ele não me deserdar a casa de campo.

– Poderia dizer que fui sedado e fizeram a força e, se ele não acreditasse eu diria a verdade e você perderia a casa de campo.

– Eu não fico.

– Eu sei. Tenho outra idéia! Me dá uma chance?

– Mas eu brinquei sobre a casa de campo.

– Tudo bem! Só preciso de você e do seu sorriso!

– Já disse que não sou fácil.

– Eu não quero o que é fácil.

– Por que insiste tanto?

– Porque eu gosto de você.

– Já é tarde, você viu? (…)

Ficção “tipo” assim, inspirarada na Canção de Chico Buarque – Tipo um Baião.

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Uma resposta em “Diz que está “tipo” afim de se jogar em um romance assim, “tipo” pra vida inteira.

  1. Adorei conhecer o blog
    Gostei muito do texto, as vezes a vida imita a arte e a ficção parece mais real do que imaginávamos. rs

    Tchau

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