Un beau jour. Ou était-ce une nuit?

Uma belo dia, um homem decidido a refazer sua vida, caminha em direção ao banco de uma praça no Leblon. Disposto a retomar o curso de sua vida, ele senta-se sob o firmamento.  Sua mente, um verdadeiro rodamoinho de sensações, lhe remete à lembranças que ele tenta esquecer.  Em vão. Ele lamenta suas dores consigo mesmo e divaga sobre o por quê, quando e como, esta lhe fugiu o controle. Conclui que parte de sua vida, doada, precisa ser reestabelecida e, tomada de volta. Ali, do mesmo ponto em que parou.

Um homem, uma vida, uma ruptura, em um mar de sensações.

Uma bela noite, um homem de nome comum, disposto a refazer a sua vida, caminha em direção à uma praça no Leblon. Disposto a retomar o curso de sua vida, e a esquecer o paraíso mal construído, suas estórias mal escritas, em cadernos amarelados. Ele não lamenta.  Em sua mente uma nova esperança lhe permite redesenhar o futuro que sempre sonhou para si. Desta vez com mais sorrisos.

Um homem, uma pagina em branco, em um mar de sensações.

À distancia, eu ouço seu coração bater.

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Senta aqui, que hoje eu quero te falar

Não a recuse, rapaz!

Você sabe que tudo que ela faz, no fundo, é pensando em te agradar. É pensando que você a reconhecerá de alguma maneira por isso, pelo simples fato dela ter sido a  mulher de sua vida. Aquela, que mesmo com todos os defeitos, urgências e encrencas, sempre esteve ao teu lado, cochichando baixinho em seu ouvido uma palavra de amor.

Espera que eu não terminei! Segure todas essas palavras quando pensar em jogar na cara dela que ela sempre te interrogou demais e, por essa razão você está a deixando. Esqueça essa história. Você deveria saber que a maioria das mulheres gostam quando propomos segurança a elas. É disso que estou falando. De amor! Do mesmo amor que você nunca soube demonstrar.

Se você, hoje, escolher perde-la de vez, talvez descubra tarde demais que ela sempre foi uma grande parte de você.

Desfaça essas malas e volte para os braços dela, rapaz.

Sobre o tempo, e as lembranças.

É  maravilhoso  saber  que o tempo não apaga as doces sensações de recordações que trazemos conosco, ao longo de nossa vida.

Como era de costume  em uma sexta-feira, fui à sua casa. Passamos no mercado, compramos alguns  chocolates, e seguimos para o quarto da Elaine.

Era lá que sempre escutávamos em alto e bom som, todos aqueles cds, e dançávamos e cantávamos de frente à um espelho:  La Vie en Rose, C’est si bon, You oughta know, Ironic,  Otherside,  Linger, Tomber la Chemise,  Motivés, Nekwni s Warrach n Lezzayer, Making Out, In My Head, With Arms Wide Open, Dido.

Todas as nossas confidências de amores, sabores e flores.

Teatros, feiras, exposições, palestras. Interesse no que  fosse em outro idioma, análise à linguagem corporal, filosofia e música. E era em um diário que sempre escreviamos tudo  e depois narrávamos uma para a outra, com todos aqueles textos cheios de sátira e sempre muito bem escritos.

Pois, bem! Sentamos alí na cozinha de sua avó. Já era bem tarde e no meio de uma risada e outra, começamos a fazer alguns planos para o futuro. Fizemos uma listinha e alí colocamos algumas de nossas metas; o que desejariamos alcançar ao longo dos próximos anos.

Em um de nossos encontros, que hoje  já não são tão frequentes como antes, porém sempre prazerosos, recordamos esse momento e as coisas que foram alcançadas, segundo àquela singela e de grande valia, lista de desejos…

Sabe, ainda não consegui cumpri-la em seus ricos detalhes, mas lembro-me dela diáriamente, embora não quisesse tê-la feito e tenha tentado fugir daquela escrita, naquela noite.

O que sei é que a Fórmula certa nós agora possuímos. É ela que nos levará à diante para a realização completa dessa lista. Digo, porém, com toda certeza, que essa Fórmula é o bem mais importante que constava naquelas linhas.

Sei que esses encontros esporádicos são muito esporádicos. Mas sei também que é além desses encontros esporádicos que nos acompanhamos diariamente, seja por pensamento, orações ou tão somente uma doce lembrança.

Muito obrigada, querida, por ser quem é; tão representativa em minha vida. E obrigada por me lembrar quem sou. Logo nos encontraremos outra vez, e como sempre foi, nos olharemos sorrindo, e mais uma vez vamos poder sentir quão abençoada é essa preciosa amizade.

Agradeço à Deus por essa amizade e por tê-la preparado em seus minuciosos detalhes.

Amo você, meu bem.

Natalie C.